O penúltimo capítulo de nossa história começou sem título. Mas como a coisa que mais gosto de fazer é dar nome aos bois, parei para pensar em algum. Acho algo mágico você sintetizar toda uma história numa única e simples frase. Aí acabaram vindo vários, e entre eles: Probabilidade X Lei de murphy; Dois boliches depois…; Qdo começa a paixão. Mas, o que ficou foi:
Um homem, uma mulher e duas crianças
Voltando um pouquinho no tempo para quem chegou agora: na semana anterior, eu fui no boliche do Ilha Plaza para saber preços e horários e peguei um tremendo chuvaréu em que, enquanto caminhava, só via água, só andava sob água e só pensava na Moniquinha. Depois disso, tive a certeza que não saí o mesmo. No dia seguinte, Sábado, Mônica e eu fomos ao boliche do Ilha Plaza e tiramos a primeira foto. Depois fomos comer crepe no Coconut, na Praia da Bica onde só trocamos olhares para nossas mãos, cheios de vontade de pegar uma e outra!! Daí, quando cheguei em casa, mandei um email dizendo nas entrelinhas que aquilo tudo para mim era diferente.
Mail mandado, mail respondido, mas não lido pq… NOVAMENTE ESTAVA SEM MODEM!!!! Mas como??? Simples: num belo temporal, um raio novamente despencou sobre minha casa e novamente o meu pobre e novo modem perdeu a língua!! Deste dia em diante, eu cheguei às seguintes conclusões:
1) Definitivamente a Lei de Murphy é tão poderosa que derrubou aquela premissa de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Tenho uma testemunha de que isso realmente ocorreu: minha irmã Paty pode deixar no comentário seu testemunho de tal inédito evento que acredito (e espero) jamais ocorrer novamente.
2) Passei a, compulsivamente antes de sair de casa, tirar o plug do modem da tomada!
Entrei em pânico mais pela impressionalidade do fato do que por estar novamente sem modem. Isto porque não fazia nem uma semana que estava com ele e fui na loja apenas trocá-lo, já que não ficou chamuscado (Naquela época as garantias não restringiam problemas por atos de Deus!!! HEHEHEHEHE!). Mas por causa da faculdade, a troca só ocorreu mais tarde.
Bom, desprovido de comunicação mais uma vez, ficava vendo emails da faculdade mesmo e havia pedido à Mônica, que usava o mesmo programa de email que eu, para baixá-los na casa dela no Sábado, gravar num disquete e atualizar tudo na minha. Agora que este capítulo vai realmente começar! 😉
Ao chegar na casa dela, ela ainda não estava pronta, então fui voando baixar os emails e foi quando li a resposta que ela deu… As palavras de resposta já não eram tão indiretas assim e conforme fui lendo, foi me dando um frio na barriga e… Resolvi fechar tudo e deixar para ler com mais calma em casa. Minha cabeça fervia de conflitos pensamentuosos enquanto disfarçadamente assistia televisão, quando a Mônica apareceu e sentou bem juntinho de mim, animadamente. Neste momento, joguei os “conflitos” fora e resolvi acreditar, ou melhor, comecei a querer viver mais aquilo que estava sentindo pela, até então assim considerada, amizade dela.
Logo depois, fomos rumo a mais um boliche!!! Dessa vez foi no Norte Shopping. Chegando lá, nós e a Bebel (aquela amiga dos capítulos anteriores) fomos antes comer novamente um crepe (numa creperia recém aberta no shopping, chamada The Creps) e conversamos um pouco e chegamos ao boliche e nos encontramos com mais um casal de amigos.
Da partida eu não lembro quase mais nada, apenas que estávamos felizes como duas crianças. Ela vinha me fazer cócegas toda hora e eu então tive que providenciar uma camisa de força manual para os braços dela. 🙂 Além disso, eu ainda estava incorformado com o fato dela não sentir cócegas e resolvi ficar tentando! Claro que não tive sucesso então tentei partir para uma nova estratégia: o arrepio! Como ela estava com uma blusa em que as costas estavam livres e desimpedidas, passei a pontinha do dedo de maneira suave pelas costas dela e… Funcionou!!! Sabia q ela não era uma pessoa tão insensível assim.
Terminado o jogo, fomos pagar e ela foi ao banheiro. Achei novidade essa sensação de ficar ansiosamente esperando a Mônica voltar logo… Acho que esta foi a primeira vez que senti falta dela, de estar do lado dela.
Então, seu amigo homônimo de segundo nome de mim, me deixou em casa e me despedi. Ao chegar, atualizei meus emails e li com bastante calma aquele email que despertou uma sensação ótima dentro de mim. Então, inspirado, escrevi um email para ela, convidando-a para sairmos juntos, sozinhos, e conversarmos MUITO sobre tudo. O título do email era “ideias, ideias…” e foi um email meio longo, contando o que estava sentindo de maneira não muito direta, afinal, tudo que eu acreditava que ela estava sentindo eram suposições, mas naquele momento queria que fossem fatos concretos.
Neste email fiz a proposta para irmos ao cinema e comermos crepe (que ela tanto gostava) no sábado seguinte, mas é lógico que o objetivo principal era conversarmos. Claro que eu tive medo dela não aceitar ir por achar que eu estava tentando algo que ela não queria, mas ainda assim queria muito ir, precisava muito dizer o que estava sentindo e logo, pois da última vez que me apaixonei fiquei esperando o momento certo aparecer e ele não apareceu. Desta vez, ainda que não desse em nada, queria EU criar o momento certo e não deixar de dizer nada.
Só que eu ainda estava sem modem e não tinha como mandar o email logo, antes de trocá-lo. Eu precisava mandar logo, antes dela marcar outra coisa para o final de semana seguinte. No próximo capítulo, contaremos como consegui enviar LOGO aquele email. Depois, uma bela idéia surgiu na minha cabeça: frases sintetizando a beleza do que estávamos vivendo (e que sintetizam nosso amor até hoje) seguiram da minha cabeça para as teclas nas pontas dos dedos, para construir letra a letra a carta que vocês vão ter oportunidade de ver em breve (será? hehehehe!), junto com o sensacional último capítulo de nossa história.
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